Devemos amar-nos com sincero amor

Há quanto tempo você é batizado? E você sabe o que vai acontecer quando Jesus Cristo retornar do céu? Quero saber o que você sabe sobre esse dia glorioso e de tudo que vai acontecer.

Vem cá, vai, que eu acho que você vai ter preguiça de pensar sobre isso. Afinal, você tem tanta coisa pra fazer, não é verdade? Deixa para pensar nisso quando Ele estiver voltando, aí dá pra criar uma expectativa com o frio na barriga de ver o Senhor descer em nuvens… Bom, deixa eu te falar o que vai acontecer:

E quando o Filho do homem vier em Sua glória, e todos os santos anjos com Ele, então Se assentará no trono da Sua glória; e todas as nações serão reunidas diante d’Ele. (Mateus 25:31-32a)

Você consegue imaginar que coisa mais linda?! Jesus Cristo, o Verbo, a Palavra, o Deus conosco, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, vai manifestar a nós toda a Sua glória, e majestade, e império, e formosura, e luz. E veremos não só a Ele, mas também a todos os santos anjos.

Dá para projetar na sua mente como será inefável o retorno do Senhor? Ele voltará circundado de esplendor e “Se assentará no trono da Sua glória”. E todos os povos, nações e línguas estarão reunidas perante Ele. Que coisa mais sublime!

E apartará uns dos outros como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; e porá as ovelhas à Sua direita, mas os bodes à esquerda. (Mateus 25:32b-33)

Está vendo só?! De repente, nada mais que de repente, Ele mesmo, vai separar os bodes das ovelhas naquele dia. Claro que não diz respeito a bodes nem ovelhas de verdade. O Senhor é o NOSSO Pastor. Logo, ovelhas e bodes, neste contexto, somos nós, homens e mulheres. Sabemos que o Pastor pastoreia as ovelhas, então já sabemos também que os que estarão à Sua direita são o Seu povo, já os bodes, vocês já sabem, né…

Então dirá o Rei aos que estiverem à Sua direita: “Vinde, benditos de Meu Pai, possui por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo…” (Mateus 25:34)

Muitos já suspiraram por lerem este versículo… Realmente, imaginar o Senhor, com voz de Arcanjo, dizendo aos Seus para adentrarem ao gozo de seu Senhor, é tocante.

Mas o que você precisa saber é o que consta nos versos seguintes.

“(…) Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-Me; estava nu, e vestistes-Me; adoeci, e visitastes-Me; estive na prisão, e fostes ver-Me.” (Mateus 25:35-36)

Leia novamente. Perceba que entre os versos 34 e 35 há uma palavra: “PORQUE”. Quem frequentou as aulas de Língua Portuguesa (acho que todos, afinal, como então estariam lendo este texto?) sabe que o “porque” está explicando, esclarecendo, justificando a afirmação anterior. Ou seja: o Senhor dirá o “Vinde, benditos…” às Suas ovelhas PELO MOTIVO QUE quando teve fome, deu-Lhe de comer, etc.

É, parece que está ficando complicado… Mas fique em paz. Os justos, naquele último dia, também ficarão confusos, afinal, como poderiam vestir o Senhor, e dar-Lhe de comer e beber, e visitá-Lo?

Então os justos Lhe responderão, dizendo: “Senhor, quando Te vimos com fome, e Te demos de comer? Ou com sede, e Te demos de beber? E quando Te vimos estrangeiro, e Te hospedamos? Ou nu, e Te vestimos? E quando Te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-Te?” E, respondendo o Rei, lhes dirá: “Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes.” (Mateus 25:37-40)

Aqui você “mata a charada”. É onde eu queria chegar.

Qual era o motivo dos justos serem convidados a desfrutarem do reino preparado pelo Senhor desde a fundação do mundo? Tê-Lo vestido, dado de comer, de beber, etc. E como isso é possível, se o Senhor não está mais entre nós em matéria corpórea? Fácil: Caridade! Essa Caridade que é a mesma que é sofredora, benigna, que tudo crê, espera e suporta, e nada espera em troca. Essa Caridade que conduz à perfeição. Nela está o vínculo da perfeição. E isso não é jargão, não é clichê, é a Verdade. Jesus Cristo é o Deus Filho, componente da Trindade. E Deus é Amor, e Amor é Caridade.

Cristo nos ensinou a amar-nos uns aos outros como Ele nos amou. Se, de fato, nos amamos mutuamente, estamos manifestando Cristo a eles, e eles estão mostrando-se Cristo a nós. Se fizemos o bem aos nossos irmãos sem nada esperar em troca, sem fazer disso uma barganha com Deus, cumprimos a eterna Caridade.

Então dirá também aos que estivem à Sua esquerda: “Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; porque tive fome, e não Me destes de comer, tive sede, e não Me destes de beber; sendo estrangeiro, não Me recolhestes; estando nu, não Me vestistes; e enfermo, e na prisão, e não Me visitastes.” Então eles também Lhe responderão, dizendo: “Senhor, quando Te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não Te servimos?” Então lhes responderá, dizendo: “Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a Mim.” E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna. (Mateus 25:41-46)

Estes bodes à esquerda estarão entregues à punição eterna, não porque não tinham fé, mas porque “aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4:17).

Quando a Graça do Filho de Deus nos alcança, por intermédio da fé, dom de Deus, tendo crido n’Ele, somos selados com o Espírito Santo para a eterna redenção. E este Espírito produz, em nós, virtudes essenciais, verdadeiros frutos de evidência de Sua plenitude, a saber: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. (Gálatas 5:22)

As boas obras evidenciam a presença do Espírito Santo.

Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: “Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos;” e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: “Tu tens a fé e eu tenho as obras”: mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Tu crês que há um só Deus: fazes bem: Também os demônios o creem, e estremecem. (…) Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta. (Tiago 2:14-20, 26)

Alguns, ainda querendo safar-se de se classificarem como bodes, ainda dizem têm boas obras: “não uso isso”, “não faço aquilo”. E o alegam para dizer que suas obras justificam uma fé viva. Aqueles que procedem assim, afirmando para si ou para os outros que fazem ou não fazem determinadas coisas para entrar no céu, mas que não são Cristo aos próprios irmãos, falam de Deus, mas seus corações estão longe d’Ele. É preciso entender que por estas obras, de devoção voluntária, não virá a salvação. Não adianta você não usar um adorno, mas aborrecer o seu próprio irmão, difamá-lo, destratá-lo, não amá-lo.

As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne. (Colossenses 2:23)

A Caridade não espera nada em troca, com ela não se barganha, não se negocia.

Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: “Senhor, Senhor!” entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: “Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu Nome? E em Teu Nome não expulsamos demônios? E em Teu Nome não fizemos muitas maravilhas?” Então lhes direi abertamente: “Nunca vos conheci: apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mateus 7: 23)

Quando dissertou sobre a Caridade, o apóstolo Paulo disse que todos os dons cessariam. Só permaneceria a virtude perenal que é a Caridade. E assim entendemos melhor o trecho acima. Muitos bodes, naquele dia, alegarão que fizeram muitas proezas e desfrutaram muito em Nome do Senhor… Mas nunca foram conhecidos d’Ele.

Sendo assim, que possamos ser, a cada dia, Cristo aos homens, e entender somente que amando-os e respeitando-os como o fazemos a Cristo seremos capazes de alcançar a incorruptível coroa de glória e ouvir o glorioso “Vinde!”.

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