A existência de Deus: causalidade eficiente

Toda causa é anterior a seu efeito. O resfriado é causado pela chuva, que é causada pela evaporação, que é causada pelo calor, que é causado pelo Sol… No universo, as causas eficientes estão ligadas umas às outras, formando uma cadeia de factos.

É como um jogo de sinuca: o taco acerta a primeira bola, esta acerta uma segunda, uma terceira… numa sequência de acontecimentos, que teve uma única origem: o jogador que moveu o taco. Assim são as causas, a primeira causa as intermediárias e estas causam a última. Desse modo, se for suprimida uma causa, fica suprimido o seu efeito. Suprimida a primeira, não haverá as intermediárias e tampouco haverá então a última.

Assim sendo, a série de causas seria infinita? Se a série de causas concatenadas fosse infinita, não existiria causa eficiente primeira, nem causas intermediárias, efeitos dela, e nada existiria. Ora, isto é evidentemente falso, pois as coisas existem. Por conseguinte, a série de causas eficientes é finita, isto é, tem um início. Existe então uma causa primeira que tudo causou e que não foi causada.

Deus é a causa das causas não causada. Esta prova foi descoberta por Sócrates, que morreu dizendo: “Causa das causas, tem pena de mim”. A negação da Causa primeira leva à ciência materialista a contradizer a si mesma, pois ela concede que tudo tem causa, mas nega que haja uma causa do universo.

O famoso físico inglês Stephen Hawkins em sua obra “Breve História do Tempo” reconheceu que a teoria do Big-Bang (grande explosão que deu origem ao universo, ordenando-o e não causando desordem, como toda explosão faz devido a Lei da entropia) exige um ser criador. Hawkins admitiu ainda que o universo é feito como uma mensagem enviada para o homem. Ora, isto supõe um remetente da mensagem. Ele, porém, confessa que a ciência não pode admitir um criador e parte então para uma teoria gnóstica para explicar o mundo.

O mesmo faz o materialismo marxista. Negando que haja Deus criador do universo, o marxismo se vê obrigado a transferir para a matéria as qualidades da Causa primeira e afirmar, contra toda a razão e experiência, que a matéria é eterna, infinita e onipotente. Para Marx, a matéria é a Causa das causas não causada.

Anúncios

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s