A letra mata, mas o Espírito vivifica

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Antes de mais nada, é válido e necessário destacar que este texto foi reproduzido integralmente do blog Pílulas Cristãs.

 

Para cada tempo, uma escola específica. Esse é um lema que, de tão óbvia que é nos circuitos educacionais, tornou-se jargão. É fazendo uso dele que se chega, hoje, a conclusão de que a escola não pode ensinar a criança tal qual fazia há setenta anos.

Escola de ontem, escola de hoje

Mas como, enfim, era a escola setenta anos atrás? Bem, não precisa procurar nenhum manual de história da educação. Basta um dedo de prosa com um avô, ou qualquer outro idoso. Com poucos livros disponíveis, a escola era o local-fonte de informações. Por isso, era necessário que aquelas informações veiculadas ficassem impressas de forma duradoura na mente. O recurso para isso? Mil e uma coisas para decorar.

Claro, um pouco de memória no processo educativo é fundamental. Mas o que a escola tradicional fez foi fundamentar toda a aprendizagem em estratégias de memorização, muitas delas destituídas de significado. Decorava-se muita coisa, mas, claramente, poucas delas faziam sentido. Decorava-se para a prova, tão somente. Os livros didáticos, inclusive, facilitavam: com poucas imagens, eram estruturados em pontos, exatamente para que o professor pudesse ‘tomá-los’, isto é, para que os pobres alunos pudessem expelir, palavra por palavra, tudo aquilo que leu.

Essa é uma herança perversa deixada por essa escola, dita tradicional. Não há mais necessidade de decorar toda informação constante nos programas curriculares da escola. Bilhões de informações estão distantes do indivíduo por um clique. E com tanta informação, tornou-se inviável, em nosso cotidiano, registrá-la com precisão nos arquivos cerebrais.

O que a escola e a sociedade atuais apresentam como demanda urgente? Que as coisas aprendidas tenham significado para o aprendiz, para que, a partir deles, represente uma mudança em seu cotidiano, no presente e em um futuro próximo. Não dá mais para entender o processo de aprendizagem como algo descartável, válido apenas para uma prova – seja ela um simples teste ou um vestibular.

Por outro lado, não se pode pensar, no mundo atual, em um professor que ensine tal qual fazia seu companheiro de ofício do início do século XX, isto é, sem diálogo, assumindo autoritariamente o centro da aprendizagem. O professor do século XXI deve, sobretudo, estar sintonizado com o tempo e a cultura da criançada. Assim não sendo, podemos ter certeza que, por mais bem intencionado seja o professor, a mensagem sairá sempre em ondas AM para meninos que recebem apenas em FM.

Mas, meu senhor, onde queres chegar?

As reuniões de jovens e menores (RJM)

Ora, sabemos que o modelo de escola para crianças e jovens da Congregação foi gestado em um período onde “decorar” era a palavra de ordem. Alvorecia, lá pelos idos dos anos 1940, essa pedagogia. É esse contexto que possibilita compreender a formulação dos “Recitativos” como uma estratégia de ensino e de aprendizagem da Palavra de Deus.

Porque hoje os recitativos podem não ser a melhor opção?

Ora, os exemplos da escola tradicional, incrustrada no século XXI, dão mostra de que tal estratégia não é mais produtiva. Isto é, um aluno excelente repetidor pode não ser um excelente aluno pensante. Não estimulando firmemente seu raciocínio, dificilmente conseguirá VIVER, na prática, todos os ensinamentos dispostos.

Não é necessário mais decorar a Palavra de Deus. Existem bíblias de diversos tamanhos, de modo que podemos sair por aí com uma no bolso, ao alcance em qualquer eventualidade. É preciso, no entanto, vivê-la em sua plenitude. É preciso estudá-la, contextualizá-la para os difíceis momentos atuais. É preciso ter amor a Palavra de Deus.

E o que tem feito o ‘recitativo’? Gerado uma preocupação com a sequência das palavras do verso, ditas com boa pronúncia, sem titubeios. Isso na melhor das hipóteses. O que mais se tem visto, atualmente, são rapazes e moças lendo o versículo escrito no verso do recitativo. Isso tem fermentado, efetivamente, a garotada para o significado daquilo que é dito? Não, não.

De outro lado, o professor

Ah, o professor. Muitos, como na escola antiga, não vê com bons olhos o franco diálogo, essa novidade da escola moderna. Eu disse franco diálogo, onde, gentilmente, o mestre se coloca simultaneamente como aprendiz e ensinante. Estimula a curiosidade e se dispõe a resolver as dúvidas, ampliando o amor da garotada à Palavra. Aceita críticas e, inclusive, as estimula, porque sabe que não é perfeito e tem desejo de melhorar cada dia. Adequa sua mensagem aos jovens, isto é, comunicam-se eficientemente. É longânime, misericordioso, manso e amoroso. Ao fraco, estende a mão; ao doente espiritual, oferece remédio correspondente.

Substituir… pelo que?

Se chegamos a conclusão de que os recitativos podem ser substituídos por alguma outra estratégia, ou, em grau de mudança menor, ter compartilhado seu objetivo com outras metodologias de ensino, é interessante ressaltá-las.

Primeiramente, é de bom tom ressaltar a interessante novidade que tem surgido nos últimos tempos, em se tratando de Reunião de Jovens e Menores. A referência é, especificamente, à abertura ao estudo bíblico em um domingo por mês, no qual o recitativo é substituído por um bate papo entre o cooperador de jovens e os meninos(as) e moços(as).

No entanto, tal medida ainda tem mostrado ser insuficiente, não obstante a boa vontade de muitos que tentam implementá-la. Em alguns locais, os recitativos não são substituídos, inexistindo o domingo especial para a conversa sobre temas bíblicos. Em outros, os temas são mal dirigidos: há um professor que pergunta (geralmente sobre algum detalhe secundário do texto em questão ou alguma generalidade que evita tratar do tema central do texto), em expectativa de que ouça frases literalmente organizadas.

Não adianta tentar mudar a escola se não se muda os métodos de ensino.

Mas, enfim, sobre a natureza das mudanças: é necessário um mínimo de sistematização na ‘Santa Escola’, isto é, uma uniformização, para que os objetivos sejam minimamente garantidos. Uma das formas para se conseguir isso é a preparação de um material único de apoio aos ministros. Trataria, então, de auxiliar os ministros a exporem a doutrina bíblica em uma linguagem adequada para os jovens (preferencialmente organizados por faixas etárias). Para tanto, seria necessário usar dos momentos de congraçamento ministerial (as reuniões) para apresentar e discutir as estratégias. O ministro deve estar preparado para essa nova estratégia – o que, a meu ver, tem sido um dos maiores problemas das novidades implantadas nos últimos anos.

O que, enfim, representa essas mudanças, também, é o retorno da Congregação a prática primitiva das escolas bíblicas, no formato assumido pela Asamblea Cristiana di Chicago, em sequência pela Congregazioni Cristiana di Chicago (hoje Christian Congregation Church). É, enfim, um acerto de contas com o passado – o pioneiro, não o desses últimos cinquenta anos novidadeiros.

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3 comentários sobre “A letra mata, mas o Espírito vivifica

  1. Vivi e convivi com as Reuniões de Jovens e seus recitativos decorados.
    Mas acho que devemos e ter uma nova metodologia de aprender a Biblia.
    Os novos métodos aplicados são bons, mas infelizmente nossos cooperadores de jovens não estão
    preparados para tal. Precisava sim, uniformizar a conduta e implantá-las gradativamente nas Reuniões de Jovens e Menores, com o real preparo de nossos irmão Cooperadores.

  2. Eu discordo em alguns pontos, eu vivi e fui auxiliar de salmos, e sempre pedi para que todos pudessem sim ler a biblia e decorar algum capitulo ou alguns versos, mas tudo com entendimento e comunhão.
    Mas porque? Nas RJM, como em outro culto estamos diante da presença de Deus, e tudo que fizermos, façamos em nome do Senhor Jesus, logo os versos dos recitativos que forem lidos em comunhão e com sentimento, tem sua virtude distribuida para a igreja, podendo confortar, dar esperança e até libertar alguem que estiver naquela Reunião de Jovens e Menores.
    O que estamos perdendo é a espiritualidade dentro dos cultos, tornando a Santa reunião em apenas em uma escola com métodos de ensinos e aprendizados.
    Aprendi na minha época de mocidade, que tudo o que fizermos com comunhão tem validade e respaldo, da parte de Deus.
    As Reuniões estão para os jovens aprenderem como a cultuar o Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus pai, e para que o Espirito Santo possa já desde pequenino nos ensinar o que é ser crente.
    Os salmos não são somente para decorar, mas também para se expressar, procurar um salmo que fale e comova a si mesmo, pois na comunhão o jovem pode em casa mesmo sentir o que recitar nas igrejas.
    Lembramos do que o Senhor Jesus falou, “TUDO O QUE FIZERDES, FAÇAIS EM MEU NOME”.
    Logo seja salmos, seja a oração, cantigos ou testemunhança dos pequeninos devemos ensinar que se faça tudo em Nome do Senhor Jesus, e ai sim as Reuniões de Jovens e Menores poderão ter frutos.
    Na minha mocidade a minha comum era em Apucarana, no núcleo João Paulo, Deus nos abençoou, tinhamos até tres orações inspiradas pelo Espirito Santo, salmos recitados com virtudes que escolhiamos inspirados, fizemos tudo em Nome do Senhor Jesus, e vencemos a nossa mocidade, vimos muitos ali falando com evidências de Novas Linguas “Promessa”, e vimos o Senhor libertar infermos em nossas reuniões, até nosso cooperador de jovens pode sentir que Deus estava ali, pois até a ele libertou.
    Com fé e comunhão qualquer culto é especial.

  3. Ensinam as crianças a serem fracas na fé, crescem com intuito de fugir do inimigo bem como não fornicar/adulterar, parece ser o único pecado que existe nas escrituras e como há vários outros tipos de pecados é como se não tive julgamento se continuar pecando após serem batizados,,, O artigo deste blog não leva a lugar nenhum: vamos ver o que o evangelho nos diz;

    II TIMÓTEO 03:
    15 E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.

    Como é bom o evangelho é maravilho e desmente falsas condutas, as crianças devem sim examinar para crescerem com sabedoria na fé.

    II PEDRO 03:
    16 Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.

    Opa!! aqui está a resposta para esse tal ensinamento que não é obrigado a ler as escrituras, pois o Espirito Revela através da palavra, fora assim não necessitaria do evangelho.

    II CORÍNTIOS 03:
    6 O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.

    Hummm!! aqui tá o versículo que alegam que não a necessidade de ler a Bíblia,,
    A letra é antigo testamento, pois quem transgredisse a lei, morreria de morte como aconteceu com os apóstolos,, agora vivemos do Espirito que a graça, ela não pude de morte na carne e nem Espiritual,, mas quem continuar pecado recebera o salario da morte no ultimo dia…

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