Críticas… injustas?

Basta uma breve pesquisa no Google pra sabermos o que há, entre os evangélicos, de pensamento evangélico sobre a CCB. Na verdade, essa multiplicação de textos críticos (muitos a beira da calúnia) reflete um movimento iniciado há algumas décadas na literatura apologética evangélica.

Quais as heresias encontradas na Congregação?

Segundo esses autores, essa denominação está eivada de idéias heréticas. Para tanto, o que questionam? Não é a doutrina da congregação, exposta em doze pontos na contracapa de todos os hinários usados pelos frequentadores da denominação. Não é o fato de crer que a Bíblia contém a Palavra de Deus. Não é pelo fato de crer na existência do inferno, diabo e seus anjos maus. Não é pelo fato de crermos em Deus, subsistente em três pessoas. Não é pelo fato de crer que “a regeneração, ou o novo nascimento, só se recebe pela fé em Jesus Cristo, que pelos nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação“. Não é. O que nos criticam, então? Acusam o formato de louvor e adoração, abominam o comportamento à parte das denominações tomado pelo ministério da igreja, enfim… centram em aspectos absolutamente secundários.

Isso quando não recorrem nas mais fantasiosas e absurdas MENTIRAS. Como podemos, então, acreditar na seriedade de tais estudos se, entre seus recursos argumentativos, não descartam A FALSIDADE das informações esposadas? Um exemplo disso é o fato de declararem que a Congregação possui um “banco de pecadores“. Rastreiem alguma igreja, das mais de quinze mil, que possuem tal banco destinado para ex-membros. Não existe. Isso é mentira, criada e disseminada por mentes DOENTIAS.

Parece-me que o “grande erro” da Congregação foi se manter à parte das demais igrejas evangélicas brasileiras. Não fosse isso, nossos irmãos de outras denominações tratariam com mais brandura as diferenças litúrgicas, dizendo que “em quintal alheio a organização é do dono da casa”. Tratariam com mais delicadeza o uso do véu pelas mulheres, os ministros leigos e não remunerados, as ofertas substituindo o dízimo deutero-testamentário. Desconsiderariam diferenças nos rituais cerimoniais da denominação, como o ósculo santo, as orações feitas de joelho no decorrer do culto e perceberiam que, mesmo não sendo rigorosamente calvinista (não ter por princípio a doutrina da “perseverança dos santos”), continua sendo cristã e não herética (contrário do que, maldosamente, fez o apologeta e Pastor Zildo Cunha, unicista, ao se referir a Congregação como seita satânica.).

É perfeita a Congregação Cristã?

Essa pergunta chega a ser pueril, a essa altura da argumentação. Mesmo porque, enquanto organização humana, as falhas acontecem, os erros sucedem, como qualquer denominação evangélica. Mas é esse, talvez, um dos maiores erros entre nossa membresia: acreditar que, porque nossa forma de agradar a Deus está, aos nossos olhos, mais próxima das ordenanças apostólicas, julgar que todos os outros agrupamentos cristãos estão errados e, por consequência, não possuem o mesmo direito que acreditamos ter. É um erro porque imputa acréscimo ao homem para obtenção da salvação, que não simplesmente a fé em Cristo Jesus. Esse erro, é bom dizer, está contrariando inclusive a nossa orientação doutrinal (vide ponto de doutrina nº. 5).

Estou falando de orgulho denominacional que, apesar de ser lembrado quando o debate sobre a CCB aparece, acontece em todas as denominações, em maior ou menor grau. E isso não é suficiente para categorizar movimentos como heréticos, convenhamos.

Aparecem aqui e acolá algum tópico de ensinamento sobre não se referir negativamente a outras denominações religiosas. Isso é oficial, documentado. Essa é a orientação da igreja – embora os estudiosos e apologetas a recusa em seus tratados críticos. Todavia, devemos reconhecer, mesmo a contragosto, que ainda há muitos que, não obstante a orientação formal da igreja, consideram-se os únicos a serem beneficiados do sangue do Cordeiro.

O erro, nesse caso, é avaliar a igreja por seus membros. Ou talvez pior: avaliar o entendimento dado por parte da membresia e estender o conceito para a denominação, omitindo essa informação. Aliás, OMISSÃO e MENTIRA, como visto, não estão totalmente isentos nos estudos apologetas, como visto.

Texto de autoria de Juliano Rosa, publicado com permissão.

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Quatro motivos para levar as crianças na Reunião de Jovens e Menores

Não é de hoje que são realizadas Reuniões para Jovens e Menores nas dependências da Congregação Cristã no Brasil. Estas reuniões, como o nome já diz, são destinadas às crianças e à mocidade, e têm o mesmo formato e liturgia de um santo culto, porém com a liberdade para os recitativos. Na ocasião, jovens e crianças declamam, de mente e coração, versículos bíblicos ou, até mesmo, os “Pontos de Doutrina e da Fé que uma vez foi dada aos santos”, como é conhecida a confissão pública de fé da Congregação.

Muitos pais dizem sentir pena de acordarem seus pequenos pupilos para irem à RJM que, geralmente, acontece nas manhãs de domingo. Mas, neste texto, vamos falar quatro motivos para levar as crianças na RJM. Para isso, vamos usar o Hino 433 – Na santa escola como inspiração e fazer comparações entre levar um filho à escola e levá-lo à santa escola, para ilustrar melhor o que queremos transmitir.

  • Na santa escola do Mestre eterno há bem superno.

Todos sabemos da importância da Educação, do estudo, do ensino. É fundamental que incentivemos nossas crianças a gostarem de estudar, de frequentar a escola, tirar boas notas, aprender com dedicação. É através da Educação que a sociedade se constrói mais justa, mais digna, com maiores oportunidades de acesso a bons empregos e boas universidades. Se sabemos disso tudo no tocante a uma escola de Ensino Fundamental e Médio, o que dizer de uma Santa Escola onde há um bem superno? Pra quem não sabe, superno significa “muito elevado”. É lá que aprendemos as coisas dos céus e firmamos as nossas estacas na Rocha, que é Jesus Cristo. Se desejamos que nossos filhos, na medida do possível, estudem nas melhores escolas, com o objetivo de que estejam preparados para a vida adulta, não é mais elevado bem para eles que estejam preparados para  vida eterna frequentando a santa escola do Senhor?

  • Na santa escola o Mestre amado é adorado.

Somos a igreja de Jesus Cristo, Aquele que tem o Seu trono nos céus. É a Ele Quem adoramos em Espírito e em Verdade, como fiéis adoradores. Ele é o centro da nossa fé, a Pedra principal da esquina. Ao longo da vida, nossas crianças serão incentivadas pelo mundo a admirarem personalidades notáveis por seus feitos, sua produção artística ou literária, mas somente levando-as à Santa Escola é que elas saberão a Quem somente deverão tributar toda a sua devoção, Àquele que por eles na cruz morreu e agora os conduz para o lar que prometeu. Cristo ama as criancinhas e é delas o reino dos céus!

  • Na santa escola o Mestre ensina a sã doutrina.

No livro dos Provérbios, capítulo 22, verso 9, lemos que devemos instruir a criança no caminho em que deve andar para que, até quando envelhecer, não se desvie dele. Nada como uma mente pura, limpa e fresca de uma criança para absorver com facilidade todo o qualquer conhecimento a ela ofertado. Se desde a tenra idade ensinamos o bom Caminho a elas, certamente por Ele ela vai se enveredar. Na escola comum, nossas crianças vão aprender sobre Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História, e muitas outras coisas úteis e fundamentais para o bom desempenho nos universos acadêmico e do trabalho. Mas, é na Santa Escola que as nossas crianças ouvirão o próprio Mestre ensinar a Sua Doutrina, que é a Sua sã Palavra. Isso escola nenhuma poderá oferecer na sua matriz curricular!

  • Na santa escola ao Mestre ouvimos e O servimos.

Se é importante que nossas crianças realizem o dever de casa e as demais atividades propostas por seus professores nas escolas comuns, quanto mais é importante que elas ouçam o Mestre ensinando a Sua sã Doutrina e coloquem em prática o que aprendem na Santa Escola! O que Ele nos manda, procuremos executar, e o que Ele nos pede devemos fazer. Como diz o Espírito Santo: se hoje ouvirmos a voz do Senhor, não devemos endurecer o nosso coração.

Poderíamos ficar escrevendo dezenas e, até mesmo, centenas de motivos para encorajar os pais a levarem seus filhos à RJM, e muitos outros para despertar a mocidade quanto a essa santa oportunidade de crescimento espiritual, mas, certamente, o texto se estenderia demasiadamente.

Para finalizar, deixamos um conselho encontrado na placa de horários de cultos e reuniões da Congregação Cristã nos Estados Unidos da região de Corona, na cidade de Nova York:

“Não mande seus filhos à igreja: venha com eles.”

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Licença Creative Commons
O trabalho Quatro motivos para levar as crianças na Reunião de Jovens e Menores de Fagner Fortunato está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://ccbmensagens.wordpress.com/.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://ccbmensagens.wordpress.com/.

#PensouORE

Vocês já devem ter visto um viner conhecido no meio cristão, sobretudo entre a mocidade da Congregação, chamado Hudny. Um cara super gente boa, sempre de bem com a vida, e com uma positividade incrível. Se nunca viu, dê uma busca no YouTube ou Facebook e se divirta.

Ele lançou uma campanha #PensouFAZ muito bacana, convidando todo mundo a correr atrás daquilo que tem por objetivo na vida, seja um melhor emprego, meia hora de lazer, mais qualidade de vida, ou qualquer outra coisa. Entrando na onda, a gente resolveu escrever e propor um outro desafio: #PensouORE.

Pensou? Ore! Simples assim. Pensou naquele crush que você está afim? Ore! Pensou naquele emprego dos sonhos? Ore! Pensou naquela moça bonita que você viu na igreja e não sabe nem quem é? Ore! Pensou em qualquer outra coisa que seu coração deseja? Ore!

Quando o Hudny propõe o #PensouFAZ, ele propõe que você faça alguma coisa, não fique esperando cair do céu. E isso é exatamente o que nós propomos com o #PensouORE. Oração é a ação de orar. Então ORE!

Um dia Jesus Cristo ensinou que temos o dever de orar sempre e nunca desfalecer.

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. (Mateus 7:7,8)

Mas saiba orar, saiba pedir. Seja humilde ao pedir a Deus. Derrame o seu coração sobre Ele, se entregue. Lembre que se você pede e não recebe, você talvez não esteja pedindo bem:

Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. (Tiago 4:3)

Mas se você está pedindo com sinceridade de coração, aguarde. Se não vier, é porque Deus tem coisa melhor na sua vida e está guardando a sua alma para a vida eterna. Às vezes, até a melhor intenção pode ter um final trágico. Confie: Deus sabe o melhor pra cada um.

Afinal, o que é a Graça?

A Graça Maravilhosa do Filho de Deus não é placa de igreja, não é título de denominação. A Graça é o favor imerecido que recebemos de Deus, através de Cristo Jesus, Seu Filho, enviado ao mundo, puro, inocente, sem pecado, para nos remir de nossas iniquidades e transgressões.

Na Epístola aos Efésios, no capítulo 2, o apóstolo Paulo explica um pouquinho melhor a respeito disso:


“E vos VIVIFICOU, estando vós MORTOS em ofensas e pecados. Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como os outros também.”


No trecho acima, pudemos ler que nós estávamos MORTOS nos nossos pecados, e não tínhamos nada para sermos redimidos perante Deus, não tínhamos nenhuma sequer virtude que pudesse nos livrar e já éramos filhos da ira de Deus, como os outros que ainda não foram agraciados por Ele também são. Mas, eis que, não tendo nenhum merecimento, a Graça nos alcança:


“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo Seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com Ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da Sua graça, pela Sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.”


Ou seja, Deus, pela Sua infinita bondade e magnânimo amor, nos alcançou, por Sua Graça, em Cristo Jesus, e nos tornou a vivificar n’Ele, e ressuscitar por Ele. Jesus Cristo é a Graça!


“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé…”


Vemos aqui a clara explicação de que Jesus Cristo é a Graça. Somente por Ele podemos ser salvos. Se não fosse Ele, jamais seríamos. Estaríamos ainda mortos em nossas ofensas e pecados. Somos salvos por Ele, por intermédio da fé, visto que sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6) e que todo o que crer [ter fé] e for batizado, será salvo (Marcos 16:16). E Paulo complementa:


“(…) E isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”


Por fim, entendemos claramente que se não fosse a Graça de Deus ter-nos alcançado, jamais teríamos conseguido obtê-la, porque isso não vem de nós, mas é dom de Deus. Deus nos agraciou com Jesus Cristo, em Quem cremos e no Qual fomos batizados para perdão de nossas ofensas e pecados. (Atos 2:38)

Nenhuma obra nossa seria capaz de alcançar o favor do Senhor, nenhuma! Justamente para que ninguém se glorie… A glória toda é de Deus! Fomos feitos novas criaturas perante Ele, em Cristo Jesus, para novidade de vida, fazendo-nos caminhar em boas obras como resultado da irresistível Graça de Deus, não tendo as obras como meio para obtê-la.

Louvado seja Deus por esta tão maravilhosa, sublime, excelente e inefável Graça ter-nos alcançado mesmo que estivéssemos mortos em ofensas e pecados.

“Debaixo do sol tudo é vaidade”

Autor: Murilo Nascimento / Revisão: Joaquim Avelino Júnior

Recentemente, deparei-me com uma cena que seria engraçada, se não enojasse: algumas pessoas completamente alteradas em uma página do Facebook, pelo simples fato de verem a fotografia da irmã Anna Spina Finotti – conhecidíssima na Congregação Cristã no Brasil – usando um colar, aparentemente, de pérolas. O mais interessante nisto é que muitas das pessoas indignadas com a foto estavam muito mais ataviadas que a própria irmã Anna. Ao visualizar os perfis das que criticavam, encontrei mulheres portando brincos e pinturas exageradas ou até mesmo (faço questão de citar) com o cabelo alisado (na marra) e pintado.

Não sou adepto do tão descontextualizado “Não julgueis”, dito por Jesus no Sermão da Montanha, aliás, isto daria outro texto, explicando corretamente o que Jesus queria dizer ali. Porém, a hipocrisia arraigada em nosso meio muito me enoja. Pouco me importa o que fulano traz no pescoço ou no pulso, pois como humano e errante, estou sujeito às mesmas fraquezas do meu próximo, inclusive a vacilar e até mesmo a cair. O mesmo preço que foi pago pela alma dele foi pago também pela minha, por isso ambos prestaremos contas ao Senhor. Não uso o hino 260 (“Sou servo inútil, ó Deus piedoso”) como amuleto depois das besteiras que cometo, mas procuro sempre servir e buscar a DEUS na porçãozinha que Ele me concedeu.

Cabe a mim, recolher-me cada dia mais à minha insignificância, fazendo-me mais dependente da Graça e Misericórdia de DEUS; tendo cuidado da minha própria vida, a fim de deixar toda a prática do mal; e lembrando-me do que foi escrito pelo apóstolo Paulo:

“Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe não caia” (I Co 10:12).

Afinal, já diziam os antigos: Quem tem telhado de vidro, não joga pedra na casa alheia.